São Januário fez do Vasco um clube definitivamente vencedor no futebol. Já em 1929, a equipe conquistava outro Estadual, com apenas uma derrota em 23 jogos e uma goleada de 5 x 0 sobre o América, na terceira partida da melhor-de-quatro que decidiu o campeonato. O time? Até hoje qualquer cruzmaltino que se preza sabe de cabeça: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Oitenta e quatro, Russinho, Mário Mattos e Santana. O técnico era o inglês Harry Welfare, ex-centroavante do Fluminense nas décadas de 10 e de 20.
O que o Vasco antecipara no começo da década anterior tornou-se realidade no dia 23 de janeiro de 1933, quando dirigentes de quatro clubes do Rio reuniram-se na sede do Fluminense, nas Laranjeiras, para oficializar o profissionalismo. Além do tricolor, formavam o grupo o América, o Bangu e, é claro, o Vasco.
A adoção do regime remunerado contrariou interesses, e o futebol carioca viu-se dividido em duas federações. O Flamengo acabou aderindo à dos pioneiros, chamada Liga Carioca de Football. O Botafogo liderou a liga amadora, a AMEA, que permaneceu sendo a representante do Rio junto à Confederação Brasileira de Desportos (hoje CBF). Assim, entre 1933 e 1936, foram disputados sempre dois campeonatos distintos na cidade.
O Vasco ganhou a LCF em 1934. Mitos do futebol brasileiro, como Domingos da Guia, Fausto dos Santos e Leônidas da Silva foram destaques. Em 1935, o Vasco desentendeu-se com os dirigentes da LCF e passou para a recém-criada Federação Metropolitana de Desportos (FMD), que reunia os membros da antiga AMEA. O amadorismo morreu naquele ano, quando a FMD adotou o regime profissional. Em 1936, o Vasco, com craques como o goleiro Rey, os meias Oscarino e Zarzur, e o atacante Feitiço, voltou a levantar a taça.

