O feito mais importante do Vasco na primeira metade da década de 70 foi a conquista do Brasileiro de 1974, o primeiro de um clube carioca. O título apagou a decepção com a passagem de Tostão, que ficou um ano no clube (de 1972 a 1973), deixando o futebol por causa de problemas de sáude.

O título de 1974 também começou a consagrar o atacante que hoje disputa com Ademir Menezes o título de maior jogador da história do Vasco: Roberto Dinamite. Ele foi o artilheiro do time e do campeonato, com 16 gols, em evidente prenúncio de que todas as futuras conquistas cruzmaltinas teriam a sua marca.

Em 1977, o Vasco montou um supertime e ganhou o título do Rio, agora chamado Estadual, com apenas uma derrota em 25 partidas. E sem sofrer um único gol nos seus últimos 18 jogos. O técnico era o “titio” Orlando Fantoni, e a equipe, que já contava com novos ídolos, era a seguinte: Mazaroppi, Orlando, Abel (o treinador vascaíno no início de 2000), Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário, Zanata (Helinho) e Dirceu; Wilsinho, Roberto Dinamite e Ramon.

Em 1979, o Vasco foi vice-campeão brasileiro, perdendo a final para o Internacional de Falcão. E em 1982 voltou a ganhar o Estadual, contra o Flamengo, com um gol de Marco Antônio Rodrigues. Antes do triangular decisivo, contra rubro-negros e o América, ambos derrotados por 1 x 0, o técnico Antônio Lopes trocou cinco jogadores: Mazaroppi, Rosemiro, Nei, Geovani e Elói por, respectivamente, Acácio, Galvão, Ivan, Ernâni e Jérson (com jota mesmo). Na opinião geral, as substituições foram fundamentais para o time chegar ao título. Em 1985, surge no time principal uma grata revelação dos juniores: o baixinho e abusado Romário. E no ano seguinte, entra em cena um novo homem-forte no futebol do Vasco: Eurico Miranda. Ele já exercera cargos de direção em São Januário, mas ainda não revelara sua capacidade de brigar apaixonadamente pelo clube. Odiado pelos adversários e contestado até por alguns cruzmaltinos, Eurico ganhou mais do que perdeu à frente do clube.