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Ineficiente no ataque e frágil na bola aérea defensiva, o Inter facilitou para o Vasco e acabou derrotado por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, no Beira-Rio, em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Alan Kardec e Leandro Amaral, aos 31 e 37 minutos do primeiro tempo, marcaram os gols do jogo.
No próximo domingo o Colorado, que ocupa agora a sétima colocação com 23 pontos, sai para enfrentar o Cruzeiro no Mineirão, às 16 horas. Já o Vasco (terceiro, com 26), recebe o Figueirense em São Januário às 18h10min do mesmo dia. O Botafogo segue na liderança com 31 pontos após a vitória desta noite por 4 a 2 sobre o América-RN.
Com Alex de lateral-esquerdo e Roger no meio-campo, a partida iniciou com um lance inédito. Com 57 segundos de bola rolando, após o lançamento em profundidade para Roger na ponta pela direita, veio o cruzamento da linha de fundo que Alexandre Pato, completamente sem marcação na risca da pequena área, concluiu de primeira por cima do travessão de Silvio Luiz. Jamais o torcedor colorado havia visto seu xodó perder chance de gol como esta.
Com grande movimentação de Roger pelo setor direito, o Inter procurava por ali chegar ao caminho do gol. E depois de mais duas boas investidas, aos oito minutos, foi a vez do Vasco ameaçar. No cruzamento de Rubens Júnior da direita, Wagner Diniz escorou de cabeça para ao meio da área onde Hidalgo apareceu antes que Alan Kardec chegasse para o arremate.
O corte baixo da grama proporciona um confronto em alta velocidade, e mesmo atuando em casa e tentando se impor sobre o adversário, o time colorado encontrava uma boa resistência vascaína que explorava a velocidade dos contra-ataques para se fazer presente à frente.
E através da disposição de Alex, aos 18min, a bola chegou até Roger na entrada da área. O meia acabou perdendo a jogada, mas no rebote, Diego emendou forte e rasante para o encaixe seguro do goleiro carioca no seu canto esquerdo.
Utilizando ambos os lados do campo nos contra-golpes, o Vasco volta e meia chegava com levantamentos perigosos para a área colorada, que para sorte de Clemer não se concretizavam em situações de gol. Afora uma conclusão do meia argentino Dario Conca, os comandados de Celso Roth não se mostravam efetivos.
Porém, aos 31 minutos, Leandro Amaral avançou pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde estava Alan Kardec que, com seu 1,85m, cabeceou no canto direito sem chance para Clemer.
O gol arrefeceu o ímpeto colorado que passou a ser dominado. E com seis minutos adiante no cronômetro, nova subida vascaína pela esquerda. Desta fez, após mais um bom passe de Perdigão, Rubens Júnior fez o centro, Alan Kardec – que já havia perdido a chance de ampliar dois minutos antes – testou à queima roupa com firmeza para defesa parcial de Clemer. No rebote, Leandro Amaral só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes com o goleiro colorado batido no chão.
Já o Inter quase descontou aos 40min, quando Pato cobrou com violência uma falta que raspou na barreira e saiu para escanteio.
Na tentativa de reverter o escore em 45 minutos, o técnico Alexandre Gallo modificou duas peças para o segundo tempo. Diego deu lugar a Wellington Monteiro, com Magal sendo deslocado para a lateral-direita; e Christian substituiu a Roger, sendo centralizado no comando do ataque com Iarley e Pato caindo pelas pontas.
E para piorar a situação vermelha, logo com dois minutos de bola rolando após o apito do árbitro paulista Sálvio Spínola, Pinga recebeu uma joelhada e teve que deixar o campo para a entrada de Luciano Henrique.
Com as três modificações, o Inter aumentou seu volume de jogo e passou a rondar repetidamente a área do Vasco. E após Wellington Monteiro e Hidalgo tentarem a sorte, aos 14min, Alex cruzou da esquerda para Pato se antecipar ao seu marcador e com um leve toque na bola acertar a trave de Silvio Luiz, que ficou estático, apenas observando a bola se perder na linha de fundo na sequência.
Mesmo com maior consistência ofensiva, a falta de criatividade construtiva impedia o Colorado de marcar gols. O tempo se esgotava e os jogadores orientados por Celso Roth conseguiam dominar até com certa tranquilidade os esforçados porém ineficientes atletas de Gallo.
E apesar da aproximação do término da partida, a pressão colorada diminuía em vez de crescer, o que seria natural o mandante do jogo fazer com o placar de dois gols contra. A precipitação visível na criação das jogadas foi a principal responsável pela manutenção do escore sem que mais uma única oportunidade perigosa fosse criada.

